A Solução que une estética e desempenho.

Neste artigo, acompanhamos situações do dia a dia para mostrar que o desconforto sonoro em restaurantes, escritórios, academias e igrejas nem sempre está ligado ao volume, mas ao tempo que o som permanece no ambiente, gerando cansaço e esforço auditivo.

Fernando Rassi

fevereiro 19, 2026

O dia em que você percebeu que o problema não era o volume

Imagine um dia comum.

Você começa almoçando em um restaurante bonito, moderno, cheio de vidro, concreto e pé-direito alto. A comida é excelente. O atendimento também. Mas, depois de 40 minutos, algo começa a incomodar. Para conversar, você precisa repetir frases. Inclina o corpo para frente. Fala um pouco mais alto.

Curiosamente, todas as mesas ao redor estão fazendo o mesmo.

Ninguém está gritando.

Mas o ambiente está alto.

Você sai levemente cansado — e não sabe explicar exatamente o porquê.

Mais tarde, você participa de uma reunião. A sala é elegante: mesa grande, paredes lisas, teto amplo. A conversa começa tranquila. Quinze minutos depois, todos estão falando mais alto. Alguém pede para repetir um ponto. Outro interrompe porque não entendeu direito.

Não é falta de atenção.

É esforço auditivo.

À noite, você passa na academia. A música está animada, mas parece “pesada”. Não está apenas alta — ela se mistura com o som dos equipamentos, com as instruções do professor e com as conversas paralelas. O som perde definição. Ele ocupa todo o espaço.

Você termina o treino mais exausto do que deveria.

No fim de semana, visita uma igreja moderna. Arquitetura linda, ampla, imponente. A mensagem começa, mas algumas palavras se perdem. A música emociona, mas parece embaralhada em certos momentos.

E ninguém comenta sobre isso.

Porque o problema não é o volume.

É o tempo.

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