Espuma não é solução profissional

Neste artigo falaremos sobre por que espuma acústica não é uma solução profissional para problemas de reverberação e desconforto sonoro. Explicamos suas limitações técnicas, os erros mais comuns de aplicação e a diferença entre uma solução amadora e um projeto acústico baseado em cálculo, coeficientes de absorção e distribuição estratégica de materiais.

Fernando Rassi

fevereiro 24, 2026

Existe uma cena clássica no mundo da acústica: alguém percebe que o ambiente está desconfortável, entra na internet, compra algumas placas de espuma “estilo estúdio” e cola na parede com a esperança de que… magia aconteça.

Spoiler técnico: não acontece.


A função real da espuma acústica

Espuma acústica tem função específica e limitada. Ela absorve principalmente frequências médias e altas, e ainda assim depende de densidade, espessura e aplicação correta. Na prática, quando usada de forma aleatória, ela trata apenas uma pequena parte do problema — e deixa o resto fazendo festa sonora no ambiente.

É como tentar resolver infiltração colocando toalhas no chão. Absorve um pouco? Sim. Resolve a causa? Não.


O problema real dos ambientes

Ambientes comerciais, igrejas, restaurantes e escritórios não sofrem apenas com “eco”. Sofrem com excesso de reverberação, desequilíbrio espectral e superfícies reflexivas extensas. E isso exige cálculo, coeficiente de absorção conhecido e distribuição estratégica de material.


Sensação x Resultado

Espuma colada na parede transmite uma sensação de tratamento.
Painéis e nuvens acústicas dimensionados entregam resultado mensurável.

A diferença entre solução amadora e profissional não está na aparência do material. Está na física aplicada.


Acústica é engenharia, não decoração

Porque acústica não é decoração fofa em formato de pirâmide.
É engenharia do som aplicada ao conforto humano.

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