A estética que encanta
O minimalismo trouxe ambientes lindos.
Linhas retas. Poucos móveis. Muito vidro. Concreto aparente. Piso contínuo.
Visualmente? Impecável.
Acusticamente? Nem sempre.
Onde realmente está o problema
Afinal, o problema não está no conceito — está na física.
Ambientes minimalistas costumam ter muitas superfícies rígidas e lisas. E o som adora isso. Ele bate, volta, cruza a sala, sobe para o teto, retorna para a parede e cria o que chamamos de reverberação excessiva.
Como resultado, surge aquele espaço elegante onde a conversa precisa disputar espaço com ela mesma.
Quanto menos elementos, mais ruído
É curioso: quanto menos elementos no ambiente, mais o som se multiplica.
Antigamente, tapetes grossos, cortinas pesadas e estantes cheias ajudavam — mesmo sem intenção — a absorver parte da energia sonora. O minimalismo retirou esses “absorvedores acidentais”.
Assim, a estética ganhou leveza — e o som, liberdade demais.
A ironia do silêncio visual
E é aí que surge a ironia: o ambiente parece calmo, mas soa agitado.
Design e conforto podem coexistir
No entanto, a solução não é abandonar o design. Pelo contrário.
A resposta está em integrar painéis acústicos e nuvens no teto de forma estratégica e elegante, mantendo a identidade visual enquanto se devolve ao espaço o equilíbrio sonoro.
O verdadeiro luxo
Porque o verdadeiro luxo não é apenas o que se vê.
É o que se ouve — ou melhor, o que não incomoda quando se ouve.